quinta-feira, outubro 19, 2006

Quem precisa de um novo corpete?

Lendo o meu blogue dá para perceber que tenho um fascínio especial por corpetes. Hoje descobri um sítio que lista uma série de fabricantes e vendedores de Corpetes. Cada um deles vem com um comentário da autora. As classificações desta baseiam-se na qualidade final dos corpetes, no preço e no atendimento. Tudo é tido em conta.

Estas classificações são, em parte, baseadas na experiência da própria autora e dá para perceber que a lista é impressionante.

[.c.o.r.s.e.t.t.e.d.]

Se algum dos comentários despertar a atenção é só seguir o link e estamos no sítio do fabricante. Infelizmente é notório o peso dos Estados Unidos no mundo do corpete. Os outros continentes quase não existem…

No entanto, surpreendentemente, de acordo com este sítio o primeiro lugar vai para um fabricante australiano!

Infelizmente esta lista não é actualizada desde Março de 2005, o que explica a existência de alguns links sem informação. Para compensar podem começar a fazer os vossos próprios corpetes a partir do Corset Making.

Depois de vermos os sítios dos fabricantes, podemos ainda obter muita informação sobre os corpetes, a sua história e os diferentes estilos. Isto vai ao ponto de ter um tópico dedicada aos espaços onde os corpetes devem ser utilizados! Não vá alguma Domme confundir-se…:)

Nos comentários, que são a parte mais actual, descobri ainda esta loja francesa muito interessante. E o corpete que ilustra esta entrada é de lá.

Espero que estes sítios sirvam para algumas compras fetichistas, ou pelo menos, para sonhar um pouco com as futuras compras.

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sexta-feira, outubro 06, 2006

Dedicatória às Dommes...

Uma mulher dominadora exerce um fascínio enorme em qualquer homem submisso. O seu modo de ser, de andar, de falar, os gestos, o olhar, tudo contribui para deixar o homem enfeitiçado. Como passar deste feitiço para a realidade?

A personalidade e convicções de cada submisso levam a que nem todas as Dommes possam ser tidas em conta para uma relação com futuro. É talvez essa a primeira tarefa do submisso: perceber quem é, para saber o género de Domme com quem tem afinidades que vão para além de uma sessão kinky.

A mulher que nos ama e gosta de o mostrar com uma festa ou um beliscão merece a única homenagem à sua altura: a nossa dedicação. O submisso deve manter a sua personalidade e vontade mas procurar, a cada dia, servir melhor a sua Domme. Essa entrega tem de ser física e espiritual. Numa relação BDSM a fasquia vai sendo colocada cada vez mais alta até que, num determinado ponto, se atinge um equilíbrio. Um equilíbrio entre os limites e desejos de cada um. Equilíbrio, esse, que eu classificaria como dinâmico, pois podem variar durante, e até, por causa, do relacionamento.

Haverá alguma peça de roupa que simbolize e seja uma justa homenagem a todas as Dommes? Sim! É o corpete. Não hesito sequer na escolha. O corpete consegue desenhar e sugerir a natureza do corpo feminino. Cobre os seios, insinua as ancas e ajusta-se à cintura. É perfeito! Se há roupa que celebra a mulher e o seu corpo é precisamente o corpete. Esta roupa fetichista parece esculpir o corpo da mulher apresentando-o em todo o seu esplendor. Acredito que é precisamente este o fascínio do corpete para os homens. A mulher que o enverga mantém o seu corpo protegido do olhar alheio, e contudo a silhueta do seu corpo fica completamente definida. Os homens sentem o poder erótico de um corpete precisamente porque este exibe, escondendo, a mulher.

Se o corpete faz a mulher brilhar, nem todas tem a noção disso ou capacidade para o realizar. Na verdade é a peça de roupa ideal para a mulher que tem uma postura dominadora. O imaginário de dominação associado ao corpete pode, inclusivé, assustar algumas mulheres, mas para uma Domme é, de certeza, irresistível. A Domme é a mulher que mais prazer retira de um corpete. Só esta realiza todas as potencialidades deste.

O corpete, ao contrário de outras peças de roupa, permite uma enorme elasticidade à Domme. É indiscutivelmente kinky, mas dá a qualquer Domme um porte mais sóbrio e elegante. O corpete ajuda a criar esta fusão entre a Senhora e a Dominadora. A primeira, a quem o submisso presta vassalagem, e, a segunda, que gosta amarrar e chicotear o seu submisso são reflexões da mesma identidade: a Domme.

Como se pode homenagear uma mulher assim?

Com uma dedicação que seja tão justa como o corpete o é para a Domme que o enverga.

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quinta-feira, agosto 31, 2006

Corpete

A origem da palavra corset deve-se à junção de duas palavras francesas: “corps” e “serrer”. Esta última palavra é um verbo e significa que algo está fortemente apertado ou contido. Este algo, neste caso, é o corpo humano.

O primeiro corpete a apresentar atilhos aparece no século XIV, no reinado de Isabel da Baviera. A Catarina de Medici, Rainha de França, introduz o corpete de aço, coberto com veludo, seda ou outros materiais. Independentemente da época, do nome ou dos materiais utilizados, a ideia por detrás do corpete sempre foi poder mostrar uma cintura fina elegante.

Ao longo da história o corpete teve períodos de verdadeira euforia e outros em que foi rejeitado e mesmo proibido. Em 1559, por exemplo o Imperador José da Áustria proibiu que as mulheres jovens usassem o corpete e ameaçou mesmo com excomunhão aquelas que não acatassem a ordem. Outro período difícil para o corpete foi a época da Revolução Francesa, onde simplesmente desapareceu.

Mas na história nada é definitivo e na década de 1810 o famoso “la Ninon” fazia furor. Trata-se do original cintura de vespa, um corpete em peça única atado atrás. O período mais facilmente associado à história do corpete é a época Vitoriana em Inglaterra. No entanto também esse fulgor acabou. Uma das grandes responsáveis por isso foi Coco Chanel, que mostrou que uma mulher podia ser elegante sem precisar de vestir um corpete.

Nos anos 90, ironicamente, costureiros franceses, como Jean-Paul Gaultier deram uma nova vida ao corpete. Não para voltar a apertar o corpo das mulheres, mas para homenagear este mesmo corpo. O corpete tornou-se assim um produto apetecível pela moda e assumiu aquilo que provavelmente sempre foi: um dos vestuários mais fetichistas alguma vez criado.

A diferença entre o corpete e o espartilho é que, enquanto o primeiro cobre também os seios e as ancas, o segundo cobre apenas a cintura.

Nota: Texto escrito após uma ordem de Nefer.

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