Kiss

Drink to me, only with thine eyes,
And I will pledge with mine;
Or leave a kiss but in the cup,
And I'll not look for wine.
Ben Jonson
Etiquetas: Ben Jonson, Desenho, Poesia, Sardax
O caminho faz-se caminhando - Antonio Machado

Drink to me, only with thine eyes,
And I will pledge with mine;
Or leave a kiss but in the cup,
And I'll not look for wine.
Ben Jonson
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If you were queen of pleasure,
And I were king of pain,
We’d hunt down love together,
Pluck out his flying-feather,
And teach his feet a measure,
And find his mouth a rein;
If you were queen of pleasure,
And I were king of pain.
Do poema "A Match" de Algernon Charles Swinburne.
Etiquetas: Algernon Swinburne, Poesia
Toda a terra que pisas, eu q’ria, ajoelhada,
Beijar terna e humilde em lânguido fervor;
Q’ria poisar fervente a boca apaixonada
Em cada passo teu, ó meu bendito amor!
De cada beijo meu, havia de nascer
Uma sangrenta flor! Ébria de luz, ardente!
No colo purpurino havia de trazer
Desfeito no perfume o mist’rioso Oriente!
Q’ria depois colher essas flores reais,
Essas flores de sonho, estranhas, sensuais,
E lançar-te aos pés em perfumados molhos.
Bem paga ficaria, ó meu cruel amante!
Se, sobre elas, eu visse apenas um instante
Cair como um orvalho os teus divinos olhos!
Um poema lindíssimo de Florbela Espanca. É dedicado ao seu amante, mas o poema é tão belo que qualquer submisso o pode sentir como seu. Um ponto de partida inspirador para uma dedicatória à sua Senhora.
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Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o Mar também chora de tristeza...
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!
E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras... essas... pisa-as toda a gente!...
Florbela Espanca como switch!
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Ó meu Deus, ó meu dono, ó meu senhor,
Eu te saúdo, olhar do meu olhar,
Fala da minha boca a palpitar,
Gesto das minhas mãos tontas de amor!
Que te seja propício o astro e a flor,
Que a teus pés se incline a Terra e o Mar,
Plos séculos dos séculos sem par,
Ó meu Deus, ó meu dono, ó meu senhor!Eu, doce e humilde escrava, te saúdo,
E, de mãos postas, em sentida prece,
Canto teus olhos de oiro e de veludo.Ah! esse verso imenso de ansiedade,
Esse verso de amor que te fizesse
Ser eterno por toda a eternidade!...
Florbela Espanca
Pode parecer desajustado um poema assim num blogue de um submisso. Mas um submisso também pode sonhar através dos versos de uma mulher submissa...basta alterar os sexos... O desejo de submissão, esse, é o mesmo!
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