terça-feira, julho 24, 2007

Acessório de... moda?

A decoração nalgumas lojas pode ser por vezes uma tarefa aborrecida, realizada sempre com as mesmas ideias: o Natal, o Verão, a Páscoa... Felizmente algumas parecem ser mais audazes :)

Será que alguém queria comemorar um dia especial? Se encontrar mais prometo que coloco as fotos aqui. ;)

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terça-feira, setembro 26, 2006

Algolagnia

A minha primeira entrada baseada no YouTube. Começo com um teaser de um documentário, realizado por Túlio Bambino, sobre a comunidade brasileira de BDSM. O filme estreou no passado mês de Agosto. No teaser podemos ver excertos de entrevistas a submissos, switchers e a Dommes brasileiras como: Domme Morrigan, Rosa Negra, Senhora Maga e Rainha Deméter.

Podem ainda ler uma entrevista ao realizador. Destaco este excerto da entrevista:

Cara o grande lance do SM é a transferência. A transferência de prazer do padrão erótico convencional para a dor. Eu não sou especialista nisso, li vários textos e conversei muito sobre essas coisas, mas não sou expert muito menos praticante, sequer procuro entender estas coisas. No meu doc nenhum Doutor fala, não precisa, não quero explicar nada muito além do sentimento destas pessoas, no fundo isso é o que interessa: as pessoas. Fiz um doc ano passado sobre Professores estrangeiros que moram no Rio de Janeiro por amor, não precisei de ninguém explicando o que é esse amor. O amor por si basta. Voltando ao ALGOLAGNIA o intuito foi trazer isto à tona, mostrar que tem gente aí praticando e vivendo fantasias sexuais extremas e diferenciadas. Gente de classe média, culta ou não. Todo mundo pode gozar e viver suas fantasias sejam quais forem elas. Existe um imaginário de que gente feia, velha e pobre não trepa, não tem fantasias. A gente esquece de que nasceu de uma trepada, e não pensa em nossos pais transando. Junta isso aos reguladores da normalidade pública e temos território fértil para a hipocrisia: “Fulano faz isso é bacana, fulana faz a mesma coisa é uma vadia”. “Isso é legal, mas aquilo ali é demais”. Um monte de dedo duro, fofocando pelos cantos, se metendo na vida uns dos outros. Isso é um inferno. Dane-se o que o outro faz dentro de um quarto, no mundo de hoje regular o próprio metro quadrado é uma dificuldade, por isso a gente acaba sempre olhando para o do vizinho. O que é erva daninha pra você pode ser salada pra mim. Se eu comer lesma e estiver feliz, quem pode se meter?

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sexta-feira, setembro 15, 2006

A Caixa

A campainha finalmente despertou, a minha Senhora estava prestes a entrar. Ainda não a tinha visto, mas os sons dos passos dela, deixavam adivinhar umas botas de salto alto e fino. Ao abrir a porta, reparo num casaco comprido de cabedal. Com o cinto apertado ninguém adivinhava o que ela trazia vestido. O modo como ela entrava na minha casa deixava-me fascinado. A Senhora versava a arte de tornar seu, aquilo que tocava. Aparentemente, sentia-se sempre bem em qualquer lugar e circunstâncias. Só quando ela já estava dentro da minha casa, reparei na mochila que trazia às costas. Com um olhar indica-me o meu primeiro trabalho. A nossa relação ainda era fresquinha mas já tínhamos os nossos códigos. Rapidamente retiro a mochila e depois o casaco comprido. Ela continuava imperial, mas agora com o corpete, as calças de cabedal e as botas de cano alto, nada parece conseguir deter esta mulher. Era sempre assim, ela escolhia o ritmo e as paisagens que iríamos percorrer.

Enquanto Ela repousava e me observava, eu abria a mala e espalhava, na entrada da sala, os vários objectos que ela continha: cordas, paddle, velas, uma venda, um pano, uma chibata e uma caixa por abrir. Entreguei imediatamente a chibata à minha Dona. Mas obviamente o meu pensamento estava naquela caixa. Ela sabia que a curiosidade desperta os meus maiores desejos de submissão.

Talvez por isso, na sua primeira ordem verbal exigiu que eu lhe desse a caixa. Eu aproveitei para a balançar, na esperança de saber o que havia lá dentro, mas nada aconteceu. A minha Senhora, contudo, percebeu a minha curiosidade exagerada e decidiu dar-me ali o seu primeiro castigo:

- Estende as mãos, escravo. – Quando me castigava chamava-me sempre assim.

Eu estendi e rapidamente a chibata tomou conta das palmas das minhas mãos. No fim, comigo de joelhos e, com a chibata encostada ao meu rosto, disse:

- Eu hoje estou particularmente kinky, não vais precisar de fazer asneiras para receberes uma dose apreciável de “prazer”.

Na posse dessa caixa ela revela-me então uma parte do mistério:

- Nesta caixa estão dois objectos. Cada um simboliza a tua submissão por mim, mas cada um irá proporcionar-te viagens diferentes. Para o abrires terás de te sujeitar às minhas ordens.

Imediatamente, respondo-lhe:

- Como sempre, Senhora.

- Vou derramar cera numa região do teu corpo, de tal forma, que esta fique completamente coberta de cera. Não quero ouvir lamentos da tua parte, eu aprecio que os meus submissos aguentem a dor em silêncio.

E então inclina-se sobre mim e diz-me ao ouvido:

- Assim, os teus gritos serão mais raros e, por isso mesmo, mais preciosos. Hoje apetece-me brincar com as tuas nádegas.

Na noite anterior, a minha Senhora tinha tido o cuidado de me depilar completamente. Com a chibata ela indica-me que devo baixar a minha cabeça ao nível do soalho. As minhas nádegas ficam espetadas para cima. Acende duas velas e lentamente os pingos de cera começam a atingir as minhas nádegas. Começa por se divertir desenhando-me padrões circulares nelas. Eu não as via, mas a minha mente realizava o desenho que o ardor, causado pela cera quente, proporcionava.

Depois de algum tempo a minha Senhora decide pousar uma das velas e começa a acariciar as minhas costas. Finaliza com uma palmada nestas e ordena-me que vá buscar uma terceira vela.

Esta terceira vela é colocada entre as minhas nádegas. Mas com o pavio voltado para baixo, começando rapidamente a pingar no meu pénis e testículos. A dor era agora muito maior e uma nova chibatada vem marcar as minhas costas.

- Não te movas, assim não posso acabar a minha pintura. – Diz-me com o humor que a caracteriza.

Nos nossos tempos livres aproveitávamos para criar objectos que nos ajudavam nas nossas prática BDSM. Um dos nossos últimos trabalhos consistiu num apetrecho que permite segurar as velas, mas mantendo-as a pingar cera onde se quisesse. A Senhora aproveita para ir buscar as cordas.

O bondage era uma das suas actividades preferidas e isso notava-se no modo como tratava as cordas. Rapidamente os meus tornozelos ficam atados. Tira depois uma das velas do repouso e, enquanto me segreda ao ouvido, deixa cair pingos de cera nas costas das minhas mãos.

- O que querias que eu te fizesse, se fosses tu a decidir?

Eu digo-lhe que gostava que a chibata fosse muito utilizada esta noite.

Ela sorri e diz-me:

- Já sabes que eu adoro contrariar-te. - Diz isso com um sorriso particularmente malvado.

- Eu sei. - Respondo eu.

Então porque disseste? - Pergunta ela.

- Porque - respondo eu - tenho esperanças que a escolha acertada nos objectos da caixa me permita satisfazer a minha fantasia.

Ela ri-se.

Eu percebo que estou longe da verdade. O que estará na caixa?

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A Caixa II

Entretanto as minhas nádegas estão cada vez mais bonitas. Naquele momento, a cera nas minhas nádegas, faz lembrar a cobertura de açúcar que envolve os donuts.

Surpreendentemente, levo uma chibatada bastante forte. Estaria a minha fantasia a ser realizada? Não, foi apenas uma única chibatada, um mero impulso e desejo repentino. Serviu para indicar que a prioridade dela ia mudar. Puxa-me os braços para trás de modo que estes fiquem paralelos às pernas que já estão atadas. Enquanto ata os meus braços às minhas pernas diz-me:

- Quero que durante esta semana venhas todos os dias a minha casa para executar um trabalho doméstico à minha escolha.

Enquanto me diz isso, vai buscar uma das velas e começa a derramar mais cera, agora nas minhas costas. Eu respondo afirmativamente, irei fazer o trabalho que a minha Senhora me mandar.

Ela sorri e diz-me que amanhã terei de limpar o poliban. Por agora, pega na venda que estava no chão e venda-me os olhos. Explica-me que para realizar o desafio que tenho pela frente, preciso ter os olhos vendados. Tenho de me cingir aos outros sentidos.

Agora, com os braços e pés atados, estou praticamente imóvel.Com algumas palmadas pratica um pouco de CBT. Com essas pequenas pancadas tentava tirar parte da cera que tinha caído. A intensidade destas palmadas vai aumentando e atinge também as minhas coxas e as solas dos pés, eu começo a agitar-me mais. Novamente, a Senhora dá-me com a chibata, desta vez com mais força. Diz-me para ficar quieto e vai buscar mais um objecto.

Ao aproximar-se de mim, faz deslizá-lo através das minhas costas, barriga e nádegas. E, nestas, aproveita para me bater várias vezes. Depois de se divertir com o paddle, pousa-o na carpete. Para me inquietar decide colocar as suas botas perto da minha cara. Imediatamente eu começo a sentir o cheiro das suas botas. Orientado pelo meu olfacto, tento chegar às botas para as lamber e beijar. Mas o paddle volta a indicar-me que não é isso que ela quer. Ela exclama:

- Só cheirar, nada mais.

Como eu aceito a ordem dela, a minha Dona dá-me uma massagem, nas minhas costas. Enquanto isso pergunta-me novamente:

- Fazes ideia do que estará naquela caixa?

Eu respondo-lhe: se são dois objectos, não podem ser muito grandes.

Para brincar com a minha curiosidade ela pergunta-me:

- Queres saber como podes abrir a caixa?

Eu digo logo que sim. Ela abre a caixa e retira um dos objectos, sem eu o poder ver, atirando-o logo para o chão. Este tem uma carpete e ouve-se apenas um barulho indistinto, que não permite identificá-lo.

O barulho parece-me indicar que ele está à minha esquerda, mas, tendo em conta que a carpete ainda é grande, tenho muito para explorar. Como estou quase imobilizado, isso vai implicar que me terei de arrastar, não podendo andar muito de cada vez. Para encontrar o objecto tenho apenas o meu rosto e a boca.

Ao esfregar a cara na carpete ela começa a rir-se e dá-me umas chibatadas com força, ao mesmo tempo que me diz: ânimo!

Continuo a procurar mas não encontro nada e ela, já sabendo que isso ia acontecer, diz-me:

- Não podes ter os dois objectos. Vais ter de escolher um deles. Se quiseres o que está ainda na caixa, eu tiro-te a venda, desamarro-te e só tens de ir lá. Para obteres o outro tens de continuar à procura. Mas atenção, se escolheres o que está na caixa a sessão acaba imediatamente. Qual é que escolhes?

Para me ajudar a decidir aperta-me os tomates, dando-me a entender que não quer acabar já com a brincadeira. Claro que eu também não quero, mas conhecendo-a, sei que o objecto mais estimulante para mim está na caixa.

Tenho por isso de decidir se quero ter uma boa sessão hoje, ou algo mais para os próximos dias ou meses. Eu decido continuar à procura, pois esta ainda mal começou. Ao começar de novo a arrastar-me, o riso trocista dela indica-me que estava certo. Mas cortar esta sessão, quando a minha Senhora está com muita vontade de brincar? Nem pensar!

Ela senta-se no sofá e coloca as suas botas nas minhas costas. Enquanto desliza o salto destas nelas diverte-se com o paddle nas minhas nádegas. Ela aplicava o paddle cada vez com mais intensidade e a cera começava a sair das nádegas. E, pela primeira vez, nesta noite, eu grito mesmo de dor intensa. Era o que a Senhora queria para ir buscar uma mordaça e colocá-la na minha boca.

Ela apreciava restringir a liberdade do submisso aos poucos, para se poder deliciar com cada uma dessas maldades. E eu obtinha sessões inesquecíveis, onde cada parte do meu corpo e do meu ser eram tocados. Já estava a sonhar e a esquecer-me da minha missão. Nada que uma pequena palmadinha nos tomates não resolva…

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sexta-feira, setembro 01, 2006

BDSM Quiz

No Verão, os jornais e as revistas são inundados pelos mais variados testes sobre tudo e mais alguma coisa. E que tal um teste sobre BDSM?

Aqui fica uma sugestão para os jornais, para as minhas leitoras e para os meus leitores:

BDSM Knowledge Test

Divirtam-se!

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segunda-feira, julho 24, 2006

O nosso dia!

Um dia invisível para a maior parte das pessoas, mas com um significado profundo para os outros. É preciso estar no mesmo barco para que este dia não seja, apenas, mais uma quente tarde de Verão. E para isso só temos de entrar nele. Uns ainda estão a retirar as amarras, muitos experimentam os primeiros enjoos, enquanto outros navegam já em plena velocidade de cruzeiro, desfrutando de uma vista, que antes só anteviam em sonhos. Mas para todos aqueles que embarcam nele, a paixão é a mesma. Desde o cais, até ao mar alto o que conta é a viagem que fazemos. Que esta seja sempre feita com convicção e com vontade de descobrir, sempre, novos horizontes.

O dia internacional BDSM.

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quinta-feira, julho 13, 2006

Maestrina

No meu imaginário devo dizer que não partilho um grande entusiasmo pelo bondage clássico (a minha simpatia vai mais para uma simples trela). Em contrapartida uma das fantasias que mais me apaixona é dar à minha Domme o ritmo da nossa sexualidade. Eu quero que a minha Domme seja a minha Maestrina!

Quando se fala no controlo da sexualidade do submisso é comum pensar imediatamente nos cintos de castidade. Os mais famosos são o CB3000, CB2000 e The Curve. É fácil encontrar páginas na Internet dedicadas a este tema. Eu aprecio particularmente estas:

Altairboy’s Chastity Belt Site

Chastity Belt

TickleBerry

O primeiro, apesar de não ser muito apelativo graficamente, tem a vantagem de ser actualizado com regularidade. Tem as últimas novidades, relatos de quem vive esta fantasia, ficções, faqs, fotografias, ligações a outros sítios e até classificados.

O segundo é o que tem o aspecto mais cuidado. Enquadra historicamente os cintos de castidade, tem análises a vários cintos de castidade, inúmeras experiências pessoais, fotografias, uma comparação interessante entre a castidade e o sexo tântrico. Neste sítio podem ainda encontrar bastantes ligações para outros sítios dedicados ao mesmo assunto.

Por último uma página comercial dedicada a produtos BDSM especializada em cintos de castidade.

Mas tendo em conta que os cintos de castidade ainda são um bocado caros, também podemos explorar essa fantasia sem eles. Na realidade podemos viver as mesmas fantasias com ou sem eles:

  • sexo baunilha apenas quando a Domme desejar;
  • a masturbação do submisso só deverá ocorrer com autorização da Domme e na presença desta;
  • cuidar da Domme (massagens, banhos, beijos, lambidelas e sexo oral) sem posterior gratificação sexual
  • Ordenha da próstata
  • Jogos de sorte (dados ou cartas) para definir o período em que o submisso está sem gozar.

Claro que um cinto de castidade torna este jogo mais real e ao mesmo tempo mais mágico. A chave simboliza o poder da Domme sobre o seu submisso. Num pequeno objecto está concentrado todo o simbolismo da entrega do poder por parte do submisso. Aqui o poder não é obtido contra a vontade de alguém. É o próprio submisso que o entrega à sua Domme. Será que ele sabe o que o espera :)

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sábado, julho 08, 2006

Tatuagem

Para mim a tatuagem tem de ter um significado, não deve ser uma mera moda. A minha ideia é colocar – algures – o símbolo do BDSM. Já o pensei fazer, mas como sou uma pessoa dada a rituais, estou a atrasar este acto para o início da minha primeira relação BDSM. Quero dar o prazer à minha Domme de assistir à realização da tatuagem no meu corpo. Quero que esta fique como um símbolo do passo que estou a dar.

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quarta-feira, junho 21, 2006

On Top #1

Alem dos blogues portugueses, também leio alguns blogues internacionais dedicados ao BDSM. Um dos que mais aprecio é de uma autora canadiana que está escrever um livro sobre a evolução do BDSM: “Beauty in Darkness: the history of BDSM”.

O blogue serve como diário da sua pesquisa, acabando por nos permitir seguir as suas ideias. É interessante ver como, ao longo do blogue, ela constrói e abandona algumas ideias, de acordo com os dados que vai recolhendo. Um exemplo disso é a excelente entrada sobre a Villa of the Mysteries da famosa Pompeia.

Na última entrada o blogue brinda-nos com um pdf que vale a pena ler:

Sexuality and Civil Rights: Freedom from Government Reprisal

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quarta-feira, junho 14, 2006

Cinema #2